viernes, 19 de diciembre de 2008

Fogo Estranho no Altar !

Área dedicada ao combate às heresias que assolam a igreja dos últimos tempos. Convidamos você a refletir nas escrituras e enviar seus comentários que serão analisados cuidadosamente os quais certamente contribuirão para o enriquecimento espiritual de todos.

Quando substituímos a genuína ação do Espírito Santo pela heresia do “Reteté”.

Quando pregamos o que gostam de ouvir e não o que precisam.

Quando nos promovemos, nosso nome, nossa imagem por meio do evangelho de Cristo.

Quando cultos inteiros de duas ou três horas só reservam uns poucos minutos a pregações ocas.

Quando o que mais importa são templos cheios, porém com vidas vazias.

Quando “parece que o pecado não é pecado mais”

Quando acabou a disciplina, o fermento levedou e o medo de dizer a verdade é o padrão.

Quando a falsidade, a mentira, o mexerico, a calunia é algo tão normal.

Quando Jezabel tem nos nossos templos mulheres descaradamente sensuais a representando.

Quando a piedade é substituída por desejo de ter mais, cada vez mais.

Quando já não há amor nos corações, porque a iniquidade se multiplicou, acabou o temor e todo mundo tem o direito de denegrir com uma roupagem de “direito de opinião”.

A tendência é a confusão, é o Icabô, é o abandono por parte do Senhor...

A consequência é o ser vomitado, como está escrito: “Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente! 16 Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. 17 Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu)” Ap. 3.15-17.

Que Deus ajude os seus, que Deus guarde os santos, os que não mancharam as suas roupas neste pântano de infiéis.


MARANATA MARANATA MARANATA MARANATA !!!!!!!!!!!!!!!




HERESIA DO CAI-CAI


             Quando cheguei ao Equador tive a felicidade de saber que pelo menos três redes de televisão evangélicas alcançavam a cidade para a qual eu fui enviado. A satisfação durou pouco! Ao dedicar-me em conhecer a programação daqueles canais descobri que o carro chefe de cada uma delas eram cultos que envolviam supostas unções do Espírito Santo que faziam cair, rir e deixavam durante um bom tempo, crentes estendidos pelo chão alguns se batendo freneticamente e praticamente endeusando aqueles “apóstolos” que apenas em olhar faziam os crentes caírem no chão a pesar de que muitos empurravam mesmo. Não demorou muito em descobrir que na nossa mesma igreja essa era uma pratica normal e muito habitual entre os poucos crentes daquela obra. 

            O mais difícil foi perceber que os poucos crentes da igreja adoravam tudo isso e que praticamente todos já haviam recebido aquela tal “unção”. Depois de uma profunda pesquisa nas escrituras e de um largo período de oração a única posição que fui orientado, pelo Senhor, em assumir foi o da confrontação ao pecado de forma radical e rápida. Decido escrever os argumentos neste livro, pois para minha vergonha e grande preocupação essa moda que eu já conhecia desde o Brasil e que foi duramente combatida pelos líderes da igreja nas décadas de 80 e 90, agora estão entrando de novo no meio da igreja mais espiritualizada que nunca.
            A Forma mais fácil de combater a doutrina do cai-cai é fazendo a clássica pergunta: Está escrito? Quem na Bíblia caiu cheio do Espírito Santo? Quais dos apóstolos oraram e o povo caiu? Quando o nosso Senhor Jesus Cristo fez alguém cair cheio da sua presença e do seu poder? No Novo Testamento Saulo caiu quando ouviu a Jesus, mas não cheio do Espírito de Deus, pelo contrário estava possuído por uma profunda vontade de combater os cristãos. João na Ilha de Patmos caiu como morto observe que nem o apostolo caiu cheio do poder de Deus nem cheio do Espírito Santo. Além desses dois servos de Deus que caíram ao chão, só encontramos os que caíram cheios de espíritos malignos e os que caíram quando Jesus disse: “Eu sou” no momento em que lhe foram prender. Nesse caso só um total desconhecedor das escrituras dirá que a turba caiu cheia do Espírito Santo. No Antigo Testamento de igual forma ninguém caiu cheio do Espírito Santo, casos como os de Ezequiel (Ez. 1.28-2.1,2) e de Daniel (Dn. 8.18) mostram como Deus levantou aqueles que ao ver a sua glória não suportaram mais que, no entanto foram imediatamente levantados por Deus.
De onde estão tirando essa idéia de que o Espírito Santo ao encher leva alguém ao chão? No dia de pentecostes ninguém caiu, quando Jesus soprou sobres os seus discípulos ninguém caiu, quando Jesus batizou na casa de Cornélio ninguém caiu, quando o Espírito Santo encheu aos doze varões de Éfeso ninguém foi ao chão. Quando Paulo escreveu suas 13 cartas mencionou os dons de poder, de revelação de locução, de serviço, ministeriais, mais em algum momento falou sobre o Don de cair? Paulo combateu que os crentes falassem línguas entranhas ao mesmo tempo em voz alta, que se dirá de que a igreja estivesse caindo durante o culto por receber essa nova umção?
É comum escutar hoje em dia alegações perigosas do tipo: “nem tudo está escrito” ou “Deus não está limitado à Bíblia” tais afirmações tentam dizer que seguir a risca o que está escrito seria limitar o poder de Deus. O que os tais esquecem é que a palavra que pregamos é a palavra de DEUS. E se assim podemos crer as implicações são obvias. Si é a palavra de Deus é perfeita, é suficiente, é sabia, é nossa regra de fé e prática único livro inspirado por Deus e que por tanto é incomparável, infalível, imutável, santa, poderosa, entre outras muitas qualidades que tem. Vale lembrar que todo crente deve limitar-se ao conteúdo da palavra de Deus e não se deixar levar pelo que imagina ele mesmo ou imaginam por ele, sejam sonhos, profecias, revelações, os quais devem atuar como uma referencia, no entanto a guia, lâmpada para os pés e luz para o caminho é a palavra de Deus: A Bíblia. Lea atentamente “Estas coisas, irmãos, apliquei-as figuradamente a mim mesmo e a Apolo, por vossa causa, para que por nosso exemplo aprendais isto: não ultrapasseis o que está escrito; a fim de que ninguém se ensoberbeça a favor de um em detrimento de outro.” (1 Co. 4.6). E também: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.” (Col. 3.16). Faltaria-nos espaço para analisar porções sagradas como 2 Ti. 3.16 e Mat. 24.35 entre muitas outras. Uma igreja que se distancia da palavra como sua regra de Fe e conduta esta a mercê de qualquer vento de doutrina cujas conseqüências podem ser catastróficas. Gostaria de convidar você há refletir sobre o que nos diz 2 Timoteo 4.3 – “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos;” Observe atentamente que a rejeição deliberada das escrituras será uma pratica muito comum nos últimos dias e institucionalizada. Será que já vimos o cumprimento dessa palavra? Que Deus guarde o seu povo.  
            Fica por tanto claro que Espírito Santo nunca levou ninguém a cair, os que caem só podem cair se estão emocionados pois não conhecem a palavra e se deixam levar pelos falsos profetas. Inclusive tem crente imaturo que corre que grita que bate na banca da igreja o que revela desconhecimento das escrituras que afirma que Deus é Deus de ordem. Outros caem por indução. Pastores que pregam que é assim e as pessoas crêem e se submetem a uma experiência dessa natureza. Por outro lado há aqueles que caem por causa de espíritos malignos e cuja manifestação é incontestável Porém, De nenhuma maneira podemos afirmar que todos os que caem são induzidos pelo mal, em muitos casos é apenas falta de conhecimento da palavra.  


TEOLOGIA DA PROSPERIDADE




É cada vez mais difícil pregar a sã doutrina dentro do Brasil e especialmente fora. Se você olha mais panoramicamente perceberá de que o problema é muito maior fora que dentro do Brasil, principalmente no que diz respeito aos países de língua espanhola. Porém os profetas da prosperidade não são novos. É inegável que já entre os hebreus esses inescrupulosos obreiros, fraudulentos, opulentos e avaros operavam para enganar aos incautos, desprevenidos, desconhecedores da palavra de Deus. Tomando como referencia Ezequiel 34 podemos ver o juízo de Deus sobre estes e lembrar de que Jesus nunca defendeu uma vida exuberante baseada nas riquezas desta vida e na acumulação de bens terrenos. Si você sonha em ficar rico com certeza não pensa como um discípulo de Jesus e deve reavaliar seus conceitos a fim de descobrir a quem está seguindo. Nos países Latinos de idioma castelhano a difusão de pregadores de um deus que quer encher-nos de dinheiro, muitas vezes fácil, é bastante comum. Sobre a teologia da prosperidade é bom deixar claro alguns conceitos:

Jesus não prometeu vida fácil a ninguém – Ao contrário do que se prega por muitos enganadores espalhados pelo mundo, Jesus sempre deixou claro que segui-lo implicaria em pagar um preço. Os pregadores da prosperidade dizem que não, que Jesus já pagou todo o preço por nós na cruz. Os que pregam assim estão usando de uma meia verdade que no final se torna num grande engano que leva a incontáveis, pelo caminho da confusão e da avareza. A parte verdadeira disso é que o preço que Jesus pagou na cruz para nosso resgate, nossa redenção, nossa salvação, foi preço de sangue que não precisa de ajuda de absolutamente nada. Vale lembrar que se nós cremos que pela graça somos salvos e isso não vem de nós, mas é dom de Deus não haverá nada que possamos fazer para ser salvos com exceção de crer. Porém o que também não podemos nos esquecer é que a pesar de que fomos salvos por Jesus para a vida eterna, ainda vivemos nesse mundo e no corpo desta morte, sujeitos a pecar, a errar, a voltar pro mundo e perder a salvação. Sendo assim precisamos esforçar-nos para viver em santidade e cumprir a difícil ordem de Jesus quando disse: “Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.” (Jo. 9.23). Jesus não ensinou a que vivamos nossos sonhos, e sim nos ensinou a negar-nos, e disse que devemos levar uma cruz dia a dia que por certo não vem com rodinhas como nas procissões dos nossos países católicos. Parece um discurso pessimista da vida, mas de maneira alguma o é. O que está bastante claro é já não vivemos pelo que vemos, mas andamos por fé. Jesus nos advertiu que no mundo teremos aflições, totalmente diferente dos que pregam que é só vitória. A mesma palavra vitória, na qual nós não podemos deixar de ter esperança de viver, implica numa guerra ou luta que lhe antecede. Em outras palavras, para que tenhamos vitória teremos que enfrentar lutas e sendo assim, não pode ser só vitória, isso seria incoerente. Devemos pregar, seja dentro do Brasil ou fora dele um evangelho genuíno, uma sã doutrina, uma palavra fiel. Se não nos comprometemos com o jugo e o fardo que devemos levar, que a pesar de suave e leve, não deixa de ser jugo e fardo, estaremos adulterando o evangelho, forçando as escrituras e não ficaremos impunes. O problema não é deixar de crer que Deus, o nosso Deus, é Deus de bênçãos, não podemos deixar de crer na vitória, não podemos deixar de crer que Deus exalta os fiéis, mas acomodar essas verdades com a realidade de que devemos alegrar-nos com as DIVERSAS provações, devemos amar nossa cruz, perder a nossa própria vida e anelar profundamente a vinda do Senhor.  O evangelho da prosperidade ignora a parte difícil de ser crente, apresenta o céu na terra, só bênção, só vitória, amontoando sobre si, os que assim pregam, uma condenação da qual não poderão livrar-se.  

Jesus não disse que rico não vai pro céu, mas deixou claro que é muito difícil – Ser rico nunca foi pecado, qualquer leitor das escrituras perceberá que muito pelo contrario do que muitos imaginam quase todos os homens de Deus no Velho Testamento foram ricos e uma boa parte destes, foi o que poderíamos chamar hoje de “milionários”. Contrastando com essa verdade observamos que no Novo Testamento, a tendência mudou e Jesus pregou um desapego total das riquezas por parte dos que o seguiam. Uma famosa afirmação de Jesus mostra isso: “E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.” (Mat. 19.24). Essas palavras foram ditas por Jesus logo após o famoso “jovem rico” do qual não sabemos quase nada a não ser sua condição financeira e que havia sido amado por Jesus, rejeitou o seu chamado para segui-lo (Mc. 10.17-22). Para evitar os ainda vivos mal entendidos ou distorções de sua intenção ao afirmar tais palavras, Jesus continua e explica: “Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível.” A luz do contexto é fácil concluir que o que de fato Jesus estava contrariando era o amor às riquezas, sentimento tão comum nos que as possuem.  E que a mesma palavra de Deus mostra que alguns dos que seguiram a Jesus foram abastados sem com isso sair do caminho nem perder sua entrada no reino
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Qual é então o problema da teologia da prosperidade? – O problema dos que pregam a prosperidade é colocar o material por cima do espiritual e enfatizar as promessas financeiras em detrimento de todas as demais importantes promessas da palavra de Deus. Sendo assim fica fácil entender que cremos em todas as promessas de Deus para os dizimistas paras os que semeiam muito, para os que dão com alegria. Mais os que só olham para essa parte “bacana” da Fe pecam quando substituem a importância da santidade pela importância da economia, a importância da salvação pela importância da casa própria, do carro novo, da “chave”, do móvel novo, da roupa bonita, dos sonhos de consumo. Então ninguém me censure quando eu pregar que Deus da vitória e aumenta o salário do crente, mais que fique bem claro que para cada vitória material sobre a qual eu ministrar a palavra, eu seguramente pregarei 10 mensagens falando sobre vitória contra a carne. Para cada mensagem sobre as bênçãos prometidas aos dizimistas ministrarei 100 sobre as bênçãos dos que ofertam seu tempo, esforço, dedicação e talentos na evangelização dos nossos países. Pra cada vitória econômica pregarei umas sem número sobre a vitória sobre as trevas, sobre o mundo, sobre o nosso orgulho, nosso eu.
Mais que nunca é importante que nos distanciemos de evangelho capitalista onde o que mais importa é o dinheiro, porém sem denegrir as verdades santas da palavra sobre o tema em questão.
Porém o perigo da teologia da prosperidades são os sues desmandes os quais analisaremos mais adiante.