viernes, 11 de marzo de 2011

Quando pensamos em DESISTIR...


Não podemos falar ou comentar, sobre o ministério profético no Novo ou no Antigo Testamento, sem mencionar o maior de todos os profetas que já palmilhou o solo de nosso planeta e que só não superou, como não poderia deixar de ser, o nosso Senhor Jesus. Estamos falando de João Batista. Este homem revolucionário, destemido, impactante, impetuoso, corajoso e muito, muito simples, foi o instrumento de Deus para converter “O coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado.” Mal. 4.6. O homem que preparou o caminho para o Senhor... (Mr. 1.3). João recebeu de Deus uma das maiores revelações proféticas já ouvidas: a notícia de quem era o Salvador. E quando ele reconheceu a informação, exclamou causando um “choque” impressionante na audiência: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo. 1.29b). Ele estava consciente da importância divisória de águas que era aquele anúncio. Eu queria ver aquela cena! O povo estremeceu quando ouviu o maior profeta de Israel, aquele que estava atraindo multidões sedentes para o deserto procurando perdão e cura da alma, apresentar o tão, mais tão esperado Messias de Israel. Expressões de espanto, de júbilo, de precaução e medo, se misturavam nos rostos dos que buscavam as águas de João naquele rio. Sim, queridos, João Batista foi o maior dos profetas nascidos de mulher. No final, lá no final da sua vida, quando tudo estava perto de terminar, teve que enfrentar o seu último desafio: a solidão da masmorra. Quem já esteve, pelo menos, visitando uma prisão, sabe do que vou falar. Um clima de agonia, sentimento de angústia, desespero, mal estar, desafio, insatisfação e perigo domina o viver dos habitantes de um cárcere. Num lugar assim, estava um príncipe do Senhor nos últimos momentos do seu ministério, quando o céu já se preparava para receber sua alma para seu descanso. Mas o impensável aconteceu: a dúvida bateu à porta do seu coração, a confusão o atormentou, e aquele vaso de barro já não era capaz de ir mais além. Será que fiz tudo mau Senhor? Será que cri da forma errada? Será que estou na direção equivocada? Será que estou desviado de ti? Será que foste tu que falaste comigo? Aquela era a tua voz no Jordão? E se era, por que estou aqui, assim? Não entendo Senhor!!! No meio da sua agonia espiritual, João, na sua mais crua humanidade, desvendada e explícita, envia dois dos seus discípulos com a pergunta mais controversa do seu ministério, para Aquele a quem ele havia dito que não era sequer digno de tirar as suas sandálias, e a quem ele havia mergulhado nas águas que se tornaram benditas por tão grande privilégio. "És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?" (Mt. 11.3).
Não, João Batista, "OUTRO?", "outro" não, por favor. Por que descer tão baixo? Por que chegar a esse ponto? Homem, que aconteceu com a tua fé, com o teu ministério, com a tua esperança? O Mestre, Ele sim, perfeito, infalível, cem por cento Deus e cem por cento homem, o Deus todo Poderoso, o filho de José o carpinteiro, não respondeu palavra alguma. Os discípulos do profeta da prisão, do homem que estava no fundo do poço da sua fé apenas obedeceram, Cristo lhes fez esperar... chamou vários enfermos: cegos, paralíticos, coxos, desenganados e numa apoteótica demonstração de poder, unção, misericórdia e amor, curou, ressuscitou, fez maravilhas, usou novamente o verbo “Bara”, e fez o que não existia, tal como no principio, Jesus criou outra vez... Depois, diz aos discípulos de João: “Ide e anunciai a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres, anuncia-se-lhes o evangelho.” (Lc. 7.22). Tal como a brisa da tarde refresca o corpo cansado de um trabalhador braçal, aquelas palavras refrescaram o coração do moribundo espiritual, ressuscitando a sua fé e preparando-o para sua morte por decapitação.
Sim queridos, todos, praticamente todos, em algum momento da vida têm que enfrentar a “crise de João”, e Deus se alegra com os que não tropeçam, com aqueles que no momento em que Ele se cala, que Ele nos da a entender que não nos ama, e quando Deus deixa que pareça que os seus estão no lugar errado, no qual achamos que nunca deveríamos haver estado. Ele se alegra quando mesmo em meio a um clima assim, esperamos sua resposta, permanecemos firmes, mesmo quando isso signifique lutar contra tudo o que é tão aparente e nos diz que Deus se esqueceu de nós. E é preciso firmeza de fé, segurança da salvação, equilíbrio espiritual para saber enxergar além do céu quando estiver cinza, quando as tempestades nos queiram abater, quando tudo fica escuro e o silêncio é a única resposta que conseguimos escutar de Deus. É aí que vemos que quem está andando sobre as águas não é um fantasma, mas o Senhor! Quem está no caminho de Emaús não é um viajante qualquer, mas o Senhor! Quem está mandando jogar a rede do lado direito não é outro profissional do mar, mas o Senhor. Na verdade Ele nunca nos deixou sós, nunca nos abandonou, nem sequer por um momento, mas apenas fez silêncio por amor (Sofonias 3.17).

4 comentarios:

gilmar nery dijo...

Querido Misionero, felicitaciones por la pagina. Extremamente edificante, reflexiva.

Pr. Gilmar Nery

gnerysales.blogspot.com

Assuero dijo...

Agradecemos suas orações querido companheiro e quando poça nos visite, será um prazer. La paz del Señor.

Novos Convertidos - Paratibe 4 dijo...

A paz do senhor Pastor fico feliz em poder fazer parte deste Exército, congrego na Igreja de Paratibe IV (Pb. Alessandro)em Arthur Lundgren I/Paulista, e estou orando ao Senhor para que cada vez mais lhe dê unção e outras vidas se convertam aos caminhos do senhor Jesus.

Graça e Paz, Saudações a Missionária Rebeca e Familia.

Meu hotmail (p2moab@hotmail.com)

rosangela dijo...

Pastor amei a entrada do seu blog,com nossa bandeira ficou linda...parabéns continuo em oração!!