martes, 7 de febrero de 2012

Lições contra o Stress pastoral: Tenha um barquinho junto de vc.




Na minha adolescência o Senhor me chamou, e, aos vinte anos eu pastoreava a primeira igreja da minha carreira ministerial. Obras abertas, templos construídos, obreiros preparados, nações estrangeiras. Depois de quase doze anos que comecei não posso explicar como cheguei até aqui, a graça de Deus me ajudou. Tal como o Senhor me prometeu Ele tem me ensinado e o glorifico por isso.
Uma lição aprendida, que muito me tem ajudado, e  me ensinado a desenvolver bons laços familiares, ter uma boa saúde mental, física e espiritual é a necessidade de um barquinho junto de mim; explicarei melhor, mas não sem antes dizer que esse será o meu conselho sincero para os que estão alistados nas milícias do evangelho: “não deixem de ter um barquinho junto de vcs, isso os salvará de morrer servindo”.
Marcos 3.9 - Jesus havia decidido sair com seus discípulos, não encontramos detalhes sobre a missão; descansar, orar, pregar, mudar de cidade, não se sabe; apesar de que as duas primeiras opções são as mais aceitas. Porém Jesus foi seguido por uma multidão faminta de seus milagres e carregada de suficiente fé para receber milagres e libertação. De Israel, do Líbano, da Síria, uma multidão o seguia; a lepra, o câncer, e outras enfermidades sem número compungiam os milhares a literalmente “jogar-se” sobre Jesus para que, ao tocá-lo, pudessem ser livres. Ali as forças infernais não podiam resistir à autoridade de Jesus sem humilhar-se e reconhecer seu poder: “Também os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele e exclamavam: Tu és o Filho de Deus!” A poeira subia, a movimentação era extrema, as curas causavam euforia nos sanados, e mais ansiedade nos que tentavam quase que em desespero aproximar-se do manancial das águas vivas. O que seria um merecido descanso se tornou, paradoxalmente, numa das ameaças mais comuns do ministério cristão.
Jesus percebendo que no afã de serem curados e libertos, todos aqueles que o buscavam necessitando vida e paz, poderiam a qualquer momento “comprimi-lo” ou literalmente “espremê-lo”. A Ordem de Jesus foi: “Então, recomendou a seus discípulos que sempre lhe tivessem pronto um barquinho, por causa da multidão, a fim de não o comprimirem”.
O perigo de ser comprimido não há mudado, o risco é, talvez, mais alto que nunca visto. que Vivemos numa época em que o tempo se há tornado vítima da tecnologia, do desejo pelas riquezas e dos sonhos de consumo. As igrejas crescem como nunca, os avivamentos se multiplicam, até que ponto são genuínos seria tema para outro comentário. O que é certo é que muitos servos de Deus estão se deixando comprimir pela multidão, e o pior, estão deixando suas famílias serem comprimidas. Trabalham todos os dias, pregam, não poucas vezes mais de uma vez no mesmo dia, fins de semana são os mais agitados e nos feriados, mais oração e trabalhos, trabalhos e trabalhos. Alguém pensa que sou contra tudo isso? Está redondamente equivocado. Fomos chamados para isso mesmo, para trabalhar, deixar-nos gastar pela obra do Senhor enquanto há tempo, pois sabemos a vinda do Senhor se aproxima velozmente. Mas espere, por favor, tudo tem um limite, e Paulo soube expressá-lo: “para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado”. Sendo assim um servo de Deus não pode cuidar da igreja e esquecer-se de si mesmo e de sua família. Portanto, necessita saber dar uma pausa quando urje a necessidade, precisa saber “fugir” da multidão, parar um pouco e cuidar de si mesmo e dos seus. Necessita ter sempre perto de si um barquinho.

Lima, 07 de Febrero del 2012.

Missionário Assuero Chagas

1 comentario:

Eliezer Costa dijo...

MUITO BOA A SUA REFLEXÃO SOBRE O TAL STRESS PASTORAL, CONHEÇO ALGUNS ASSIM, E QUE INELIZMENTE, ACUSÃO DE CERTA FORMA, OS QUE NÃO SÃO COMO ELES..., QUE PENA!
PAZ.