sábado, 18 de noviembre de 2017

TRÊS PERIGOS NA MISSÃO!

O maior projeto missionário do mundo prejudicado pela falta de oração, pelo interesse familiar e pela saudade. O resultado? Uma triste divisão, projetos sem visão e igrejas afetadas.
As linhas escritas por Lucas são extremamente transparentes, o discípulo do Senhor não ocultou o que muitos consideram vergonhoso, ele sabia que não só Teófilo precisava saber e talvez evitar[1]...
Paulo, possivelmente movido pela saudade, queria ir para Cilícia, terra que lhe viu nascer. Ao mesmo tempo, Barnabé aspirava percorrer sua amada Chipre. Ao parecer, Paulo não via com bons olhos começar sua segunda viagem pela terra natal do companheiro[2], quando desta vez era razoável favorecer-se um pouco. Talvez para o leitor desacostumado com o tema missionário ou sem experiência de campo, vale salientar quão poderosa é a força, quase incontrolável, da saudade (a eternidade revelará todas coisas). Por causa da saudade muitos missionários têm derramado incontáveis lágrimas, sofrido sérios efeitos na saúde e tomado decisões tão desnorteadas que beiram ao pueril. Alguns até desistem e não continuam mais... Particularmente, eu considero a saudade[3] como o mês de julho (de chuvas em Pernambuco), as vezes vêm torós tão fortes que não dá vontade fazer mais nada, arrasta tudo, e só aos pés de Jesus o peregrino nas missões encontra consolo. O mais impressionante é que sempre volta, não importa a quantidade dos anos, não importa a experiência, não importa pensar haver-se acostumado, as inundações virão, virão porque virão...
De fato, Paulo começou a sua gloriosa segunda viagem pela Cilícia enquanto Barnabé, sua viagem pela sua amada ilha de Chipre, ambos aplacaram, pelos menos por um pouco de tempo, as torrentes da saudade[4].
Mas ao que tudo indica, o problema não era só a saudade, Paulo entendia que havia mais por trás do queixume do grande Barnabé. Naturalmente haviam algumas diferenças importantes entre os dois destemidos servos de Deus: Paulo, benjamita[5], Barnabé levita. Enquanto Paulo foi convidado para estar em Antioquia (pelo mesmo Barnabé que o havia ido a buscar em Tarso[6]), Barnabé havia sido enviado pelos apóstolos desde Jerusalém[7], para ver o que Deus tinha feito na Síria. Ademais a igreja de Antioquia havia sido fundada por conterrâneos de Barnabé. Porém, ambos foram enviados com total respaldo da igreja do Senhor para a sua viagem inicial[8], e ao terminá-la, também foram enviados por Antioquia para Jerusalém, por motivo do primeiro concílio[9].  Ambos retinham grande estima da florescente igreja cristã dos primeiros anos. O que Paulo pode observar, entretanto, é que o desejo de levar João Marcos, por parte de seu amigo de missão tinha mais a ver com um interesse familiar que com um processo sensato de seleção de ajudantes. Paulo não aceitava de nenhuma forma que um discípulo como João Marcos que, por motivos desconhecidos os havia abandonado desde Perge e que não havia regressado sequer para a igreja mãe de Antioquia que o havia enviado, e sim para Jerusalém[10], fosse com eles, outra vez, na segunda viagem missionária. Marcos havia ido como simples ajudante e apenas terminou de visitar a nostálgica Chipre, abandonou o grupo missionário repentinamente na primeira cidade da Panfília. Porém o amor familiar, pois João Marcos era sobrinho de Barnabé (algumas traduções bíblicas dizem, primo[11]), o fazia exercer uma misericórdia injusta, segundo Paulo. Mais tarde o próprio Paulo reconheceu que o fracasso de Marcos na primeira viagem não alterava o fato de ser um servo de Deus[12] e o próprio Deus o honrou com o privilégio de ser autor do segundo evangelho, homônimo. Porém como a todo obreiro que erra, Paulo compreendia que era necessário não o levar e deixá-lo aprender...
Não obstante a tudo isso, talvez o que mais prejudicou aquele projeto missionário, pois houve uma grande contenda entre eles e uma vergonhosa divisão (por mais que muitos tentem pintar o quadro com outras cores), foi a falta de oração. Mais uma vez recorremos ao autor, o amado médico, para concluir que em todas as viagens missionárias, e também antes delas, a oração sempre teve lugar de destaque. Porém aqui, quiçá, quando mais era necessária, Lucas não a vê, por isso não a registra, faltou consultarem o Espírito, que os havia enviado da primeira vez. Sem espaço a oscilação, é atinado admitir que a pouquidade de oração, é a principal razão, pela qual muitos projetos missionários nascem falidos, dispendiosos e estéreis. Neste caso o projeto de Barnabé estava destinado a findar em Chipre[13]. Paulo nunca mais dispôs de um grupo missionário como aquele, na segunda viagem, Lucas o deixa ainda em Filipos[14], Silas e Timóteo em Beréia[15] e Paulo terminou só em muitas ocasiões. No final do seu ministério, já encarcerado, Paulo desabafa ao seu filho Timóteo “todos se apartaram de mim...[16]
Parafraseando o que disse Salomão, não há nada novo na missão, o que é já foi e o que será também já foi e Deus pedirá contas do que fazemos na missão!

Pastor Assuero Chagas do Nascimento
Missionário, Teólogo e Psicólogo.





[1] At 15.16-39
[2] Barnabé era natural de Chipre (At 4.36) e Paulo de Tarso (At 22.3).
[3] Gosto dos versos de Carlos Drummond de Andrade: “Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.”
[4] At 15.39,41
[5] Fil. 3.5
[6] At 11.25
[7] At 11.22
[8] At 13.1ss
[9] At 15.1,2
[10] At 13.13
[11] Cl 4.10
[12] 2 Tm 4.11
[13] conta a história que o servo de Deus ali trabalhou até ser recolhido e terminar seus dias.
[14] Aqui se subentende devido ao tempo verbal. Lucas fala na primeira pessoa do plural desde Trôade (At. 16.11) até a libertação da jovem com espírito de adivinhação (At. 16.17). A partir daqui ele começa outra vez a relatar em terceira pessoa.
[15] At 17.14,15
[16] 2 Tm 1.15

domingo, 20 de agosto de 2017

Glorioso día en la presencia del Señor.

Un glorioso día que a todos nos llenó de profundo gozo, un total de 27 vidas entregadas para Jesús en "Puente Piedra", en "Los Heraldos" y en la "Independencia". ¡Toda gloria a Jesús! Felicitaciones a todos los hermanos que se han esforzado para llevar la preciosa semilla. 

Culto misionero de los niños en la congregación de "Los Heraldos" 13 niños, dos adolescentes y una señora para Jesús.

Culto misionero de los niños en la congregación de "Los Heraldos" 13 niños, dos adolescentes y una señora para Jesús.

Culto misionero de los niños en la central, más de 10 niños rendidos a Cristo.

Culto misionero de los niños en la central, más de 10 niños rendidos a Cristo.

Culto misionero de los niños en la central, más de 10 niños rendidos a Cristo.

Culto misionero de los niños en la central, más de 10 niños rendidos a Cristo.

Culto misionero de los niños en la central, más de 10 niños rendidos a Cristo.

Muchas Biblias fueron distribuidas para los que se entregaron a Jesús.

Muchas Biblias fueron distribuidas para los que se entregaron a Jesús.

Orando por los niños que se entregaron a Jesús.

En La congregación de Puente Piedra, una vida para Jesús

sábado, 22 de julio de 2017

A dança na igreja e os últimos tempos!

Já, há muito tempo, é algo comum, na igreja brasileira, a dança dentro da liturgia do culto; e quase todo mundo gosta. Seja ela uma dança mecanizada, ensaiada, ou espiritualizada, está presente na maioria das igrejas modernas e contextualizadas (quase todas). Mas o que tem de mal? Miriam dançou! Davi dançou! O Salmo 150 manda dançar!

O que quase todos os “apologistas” da dança dentro da igreja não podem explicar é o fato da dança não existir nem na igreja primitiva, nem no tempo da patrística e muito menos, nenhum registro bíblico foi deixado sobre a dança nas reuniões de Cristo e seu ministério. Por essa razão, quero deixar alguns importantes argumentos sobre a questão, e convidar o leitor a deixar sua opinião, sendo ela edificante:

1.   A dança não é um elemento do culto cristão, estando ausente nos evangelhos, nas cartas paulinas e universais e no único livro histórico do Novo Testamento: Atos.
(Esse argumento bastaria para manter longe dos nossos cultos a dança, mas...)

2.   A dança não está presente na liturgia do culto no Antigo Testamento, e somente há duas referências importantes, nos casos que já mencionamos anteriormente (Miriam e Davi), e em ambos os  casos, a dança não foi praticada durante um culto ou durante uma reunião dentro do templo.

3.   Quando Miriam dançou, não o fez no tabernáculo (pois certamente seria uma profanação), nem num culto ao Senhor  (Ex 15.20), mas numa manifestação espontânea e de rua. Israel nunca mais voltou a dançar coletivamente para agradecer a Deus.

4.   A Bíblia menciona apenas uma dança do rei Davi, se fosse algo que se devesse fazer sempre, então o primeiro errado foi o próprio servo de Deus. Ademais, Mical ficou estéril pelo ciúme conforme as palavras do mesmo Davi (2 Sm 6.22) e não por contrariar o baile de Davi, o qual fazia diante do Senhor.

5.   Paulo disse aos coríntios: “...para que em nós aprendais a não pensar mais do  que está escrito…” (1 Co 4.6b). Não estando escrita no Novo Testamento para a igreja do Senhor, a dança é, sem lugar a dúvidas, uma prática extra bíblica.

Sendo assim, nenhum estudioso sério e sincero das escrituras pode dizer com amplo respaldo na palavra, que a dança deve ser permitida no culto cristão.

A dança, no culto cristão, obedece aos reclames de uma geração ávida por prazer, e cujo culto não é ao Eterno mas aos seus próprios desejos e prazeres.

A dança no culto cristão é o resultado de uma prática mundanizada trasvestida de santidade ou de adoração, quando na realidade, o verdadeiro adorador não adora na carne, mas em espírito e em verdade (Jo 4.23).
A dança no culto cristão é o cumprimento mais explícito do que disse Paulo em 2 Tm 4.3: “Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências.”

O único consolo é saber que na igreja brasileira tem coisas piores que dança dentro dela: a desordem, o divórcio liberalizado, o comércio da fé, heresias destrutoras e doutrinas de demônios, todos, temas muito piores que a dança e que em outra ocasião abordaremos.

Por agora, fica o alerta, aos meus amados leitores, sobre essa prática tão comum e tão “bonitinha e gostosinha” que está invadindo a igreja evangélica, e que indica, sobre tudo, que estamos nos últimos dias.

Pr. Assuero Chagas do Nascimento

(Missionário – Teólogo – Psicólogo)