sábado, 22 de julio de 2017

A dança na igreja e os últimos tempos!

Já, há muito tempo, é algo comum, na igreja brasileira, a dança dentro da liturgia do culto; e quase todo mundo gosta. Seja ela uma dança mecanizada, ensaiada, ou espiritualizada, está presente na maioria das igrejas modernas e contextualizadas (quase todas). Mas o que tem de mal? Miriam dançou! Davi dançou! O Salmo 150 manda dançar!

O que quase todos os “apologistas” da dança dentro da igreja não podem explicar é o fato da dança não existir nem na igreja primitiva, nem no tempo da patrística e muito menos, nenhum registro bíblico foi deixado sobre a dança nas reuniões de Cristo e seu ministério. Por essa razão, quero deixar alguns importantes argumentos sobre a questão, e convidar o leitor a deixar sua opinião, sendo ela edificante:

1.   A dança não é um elemento do culto cristão, estando ausente nos evangelhos, nas cartas paulinas e universais e no único livro histórico do Novo Testamento: Atos.
(Esse argumento bastaria para manter longe dos nossos cultos a dança, mas...)

2.   A dança não está presente na liturgia do culto no Antigo Testamento, e somente há duas referências importantes, nos casos que já mencionamos anteriormente (Miriam e Davi), e em ambos os  casos, a dança não foi praticada durante um culto ou durante uma reunião dentro do templo.

3.   Quando Miriam dançou, não o fez no tabernáculo (pois certamente seria uma profanação), nem num culto ao Senhor  (Ex 15.20), mas numa manifestação espontânea e de rua. Israel nunca mais voltou a dançar coletivamente para agradecer a Deus.

4.   A Bíblia menciona apenas uma dança do rei Davi, se fosse algo que se devesse fazer sempre, então o primeiro errado foi o próprio servo de Deus. Ademais, Mical ficou estéril pelo ciúme conforme as palavras do mesmo Davi (2 Sm 6.22) e não por contrariar o baile de Davi, o qual fazia diante do Senhor.

5.   Paulo disse aos coríntios: “...para que em nós aprendais a não pensar mais do  que está escrito…” (1 Co 4.6b). Não estando escrita no Novo Testamento para a igreja do Senhor, a dança é, sem lugar a dúvidas, uma prática extra bíblica.

Sendo assim, nenhum estudioso sério e sincero das escrituras pode dizer com amplo respaldo na palavra, que a dança deve ser permitida no culto cristão.

A dança, no culto cristão, obedece aos reclames de uma geração ávida por prazer, e cujo culto não é ao Eterno mas aos seus próprios desejos e prazeres.

A dança no culto cristão é o resultado de uma prática mundanizada trasvestida de santidade ou de adoração, quando na realidade, o verdadeiro adorador não adora na carne, mas em espírito e em verdade (Jo 4.23).
A dança no culto cristão é o cumprimento mais explícito do que disse Paulo em 1 Tm 4.1: “Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências.”

O único consolo é saber que na igreja brasileira tem coisas piores que dança dentro dela: a desordem, o divórcio liberalizado, o comércio da fé, heresias destrutoras e doutrinas de demônios, todos, temas muito piores que a dança e que em outra ocasião abordaremos.

Por agora, fica o alerta, aos meus amados leitores, sobre essa prática tão comum e tão “bonitinha e gostosinha” que está invadindo a igreja evangélica, e que indica, sobre tudo, que estamos nos últimos dias.

Pr. Assuero Chagas do Nascimento

(Missionário – Teólogo – Psicólogo)